Dia 236. Olho para o relógio. 06:48h. Ao contrário do que possam pensar, não estou com insónias e não cheguei a casa com os copos. A razão para estar a escrever a estas horas é porque nos últimos dois dias fui severamente atacado por estes sacanas:
Além de ainda estar de quarentena e a recuperar, tenho os sonos trocados. Estar quase dois dias enfiado na cama dá nisto. Mas a boa notícia é que tanta droga que estou a enfiar pela goela abaixo parece estar a funcionar.
Uma das vantagens de estar doente, além de receber mais mimos do que o habitual por parte da esposa, é o ter tempo suficiente para ler com detalhe as notícias e ver mais televisão, tanto a irlandesa como a RTP. Depois de passar quase dois dias a ver parte da programação da RTP internacional (já que não sofre com os problemas de direitos de transmissão, ao invés dos outros canais da RTP), devo desde já dizer que nos moldes actuais, aquele canal existir ou não existir vai dar ao mesmo. Exceptuando os noticiários e os jogos de futebol e resumindo, resto é uma bela merda! Um belo sorvedouro de dinheiro público
Continuando com a RTP, ontem vi o telejornal das 20h e choca-me que, num noticiário que tem cerca de 50 minutos, 23 (sim, porque eu cronometrei!) tenham sido gastos com a notícia do suicídio do homicida de Beja. A notícia tem relevo mas porra, haja decoro e bom senso! O mais triste é que os primeiros 12 minutos foram sobre esse assunto e depois abordaram-se outros temas. No entanto, a meio do telejornal, o Rodrigues dos Santos com aquela sua carta de carneiro mal morto, informa que devido a problemas técnicos da RTP, a abertura do noticiário não foi vista em algumas zonas do país. Por isso voltaram a repetir a reportagem do homicida de Beja! Para finalizar, uma vez terminado o telejornal, o programa que se seguiu era sobre o mesmo assunto e com aquela pseudo jornalista chamada Sandra Felgueiras. Bonito.
Agora dizerem que "Crescer é construir pontes e condomínios...." é escandaloso, especialmente quando a maior da população angolana não tem acesso ao mais básico e vive na miséria. Mas sendo o Banco de quem é, nada é de admirar.

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